Dez Novos Rótulos Artesanais e Nacionais

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O gim está em alta pelo mundo – a mania começou há dez anos atrás, quando os espanhóis fizeram do gim tônica uma espécie de coquetel nacional. A tendência acabou instigando a produção de gins artesanais em diversos países. O Brasil embarcou tarde, porém firme, na história desse destilado produzido a partir da infusão de zimbro e vários botânicos aromáticos. Em apenas 14 meses a produção nacional de gim foi de um a dez. E conquistou mesmo aqueles que não curtiam a bebida.

O único rótulo nacional, antes dessa onda, o  Seager’s, da Stock, era barato, mas tinha pouco prestígio. O cenário começou a mudar com o lançamento do Draco, em julho de 2016, duas ou três semanas depois surgiram o Virga e o Arapuru e vieram outras em seguida. Mas a virada mesmo aconteceu em 2017, com a chegada de seis novas marcas: Ammazoni, Vitória Régia, Minnie Marie, Torquay, Jungle e Beg. E há promessas de mais por aí. A própria Stock tratou de deixar de lado o rótulo de bebida barata e sem prestígio e apresentou um gim premium, o Seager’s Silver.

O gim brasileiro tem personalidade, talvez exageradamente marcante. A impressão que se tem é que a maior parte dos produtores se empenhou tanto em dar caráter próprio à sua bebida, com adição de imbiriba, pacová, caju, receitas de cachaça, etc… que o gim tupiniquim se parece pouco com o gim inglês. E, aliás, os menos exuberantes foram os que se destacaram nessa prova. Mas de modo geral, os novos gins são bons produtos. O problema é que com a personalidade forte, fica difícil combiná-los em coquetéis.

Além da moda internacional, um outro motivo explica o florescimento de uma indústria nacional: a bebida pode ser produzida a partir de qualquer destilado alcoólico de origem agrícola (como cereais e cana-de-açúcar) e muitos estão sendo produzidos em alambiques de cachaça e em destilarias já famosas, aproveitando o tempo ocioso entre as safras. O único ingrediente obrigatório na produção do gim são as bagas de zimbro, isso permite que se aproveite o que há ao redor para criar novos aromas e sabores, com a adição dos botânicos, como são chamadas as misturas de especiarias, ervas, flores e frutas. Os tipos e quantidades de botânicos a serem utilizados variam conforme o produtor.

Escrito por

Jornalista formada pela PUC Campinas, apaixonada por Cultura, Comportamento, Enologia, Gastronomia, Beleza e Moda.